sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

22.024

Este foi um dos números mais teclado nas urnas eletrônicas na capital do estado da Bahia. Com quase 13 mil votos Leo Kret do Brasil ficou em 4º lugar no ranking entre os candidatos a vereador, e no caso dele, vereadora (ou não) na cidade de Salvador. Homofobia a parte, é um direito de todos escolher a própria orientação sexual (gostando eu disso ou não), mas um travesti é diferente de um homossexual, eleger um travesti é como eleger o Palhaço Carequinha ou a Odete Roitman (aquela da novela das oito), todos não passam de personagens, não são pessoas reais. Não tenho palavras pra expressar minha vergonha, não por Léo (não querendo ser íntimo), mas sim pelo povo, meu povo, minha gente… O que é isso! Onde é que nós chegamos, até a democracia tem limites, daqui a pouco vamos ter fakes do orkut ou profiles do Second Life concorrendo a cargos eletivos, não precisa mais ser real para representar ou liderar um povo, tudo bem, eu sei que a unanimidade é burra, e olhe lá que nem foi unânime, pois assim como eu, muitos se negam a usar seu poder de voto em favor de candidatos insubistaciais. Agora não da mais pra mudar, a festa (pra não ser pejorativo) tá feita, vamos comemorar, “celebrar a estupidez humana [...]“, vamos dançar, ir ao circo e comer pão, festejar a liberdade de expressão, vamos comer acarajé e pra você que quer fazer parte desta festa, seja bem vindo a terra do axé.

Nenhum comentário:

Postar um comentário